quarta-feira, 6 de maio de 2009
Explicando as poesias
Na segunda, nós vemos uma tela, que retrata um ponto de ônibus, onde podemos ver uma certa ansiedade por parte das pessoas, e na poesia isso é retratado muito bem, não só a ansiedade, mas também, a preocupação para não chegar atrasado, a vontade de ver os entes queridos entre outras coisas.
Na terceira, já vemos pela pintura sobre a região que ela fala, a mistura de raças, e o ritmo que da título à pintura, onde na poesia é descrito o processo de dança e o local, o jeito de dançar, e o sentimento de alegria dos participantes da festa.
No quarto quadro vemos umas mulheres, na rua, no período da noite, quadro que praticamente, não seria compreendido se não houvesse a poesia, pois podiam ser simplismente, mulheres passeando na rua, mas com a poesia percebemos que essas mulheres estão na verdade é se vendendo, os carros passam e avaliam qual vão escolher, como se fosse um produto qualquer e nem ligam se vão haver consequências, e essa é infelismente uma realidade, presente até em nosso próprio país.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Pipa II"
"Dê muita corda
Deixe seu sonho voar
Ele tem pressa
Ele não pode esperar
Morre de esperar demais."
"Parada de ônibus"
"A idade se repete nas filas
dos ônibus.
A ansiedade, a agonia, o medo do atraso,
a vontade de chegar em casa,
a necessidade de fugir,
o passeio esperado,
o desejo de abraçar os bem-amados,
tudo é somado, pedaços de conversa,
celulares e retalhos de assuntos,
expostos quais frutas em banca de feira.
nenhum pudor em xingar, reclamar, se desculpar:
cada um tem sua musiquinha, uns jogam ,
outras consultam recados...
E o tempo urge, ruge,, a turma/turba reage,
um coletivo passou sem parar.
"É porque não pago mais passagem", treme o idoso
ao desabafar.
Alguém tem cólicas, uma das mulheres se encolhe ,
cai ao chão e começa a dar à luz.
Um trombadinha aproveita a confusão
e bate a carteira de alguém.
Fulaninho nasce ali mesmo:
um dia ele também estará numa fila, esperando
ônibus.
Na parada em movimento.
O dia quer dormir, a noite começa a esperar
também...
E com ela, os trabalhadors da noite, os boêmios e os
insones
a esperar outros ônibus..."
"Forró"
"O forró lá na fazenda
vai até as altas horas
Invadindo a moenda
Sacudindo as senhoras!
Até o galo vem dançar
co'a galinha carijó
Esta a cacarejar...
dá um nó em seu gogó!
A égua e o cavalo
gostam de se esfregar
E no meio do embalo
já começam a namorar!
....
Se você quer ser feliz
seja simples por favor
Ouve a vida que lhe diz...
"Só cultive o amor"!"
"Esperando clientes III"
Poetisa: Casti
"Os carros passam lentamente, observando a mercadoria, avaliando e alimentando o desejo... Coxas, seios, bocas à mostra, oferta do “móvel” que tem para todos os gostos taras e fetiches. Negociações e acordos, ela quer o dinheiro, ele quer o resgate do desejo que por algum tempo foi sepultado..."